Os próximos posts - identificados facilmente por uma minerva manga - serão devotados a uma experiência académico-filosófica. Tendo de escrever um essay para efeitos da avaliação à cadeira de Introduction to Philosophy A (a bem dizer são até dois: mas uma coisa de cada vez), resolvi ir partilhando aqui as minhas filosofias sobre o assunto que escolhi para a minha escravatura (palavra derivada do verbo escrever). Os posts terão um conteúdo filosófico maioritariamente pesado (depois do heavy metal, a heavy philosophy), mas tentarei sempre explicar as coisas de tal forma que o leitor curioso, se a isso se predispuser, possa seguir o meu raciocínio. Procuro assim fazer uma coisa nova: co-filosofar. A ideia, de facto, é que as pessoas que vão passando e lendo vão activamente comentando (e, sobretudo, criticando) o que vai ser dito, para que, com esse feedback, possa melhorar o meu ensaio, mas sobretudo os meus argumentos. Aos que tiverem essa paciência e se dêem a esse trabalho, desde já o meu profundo e sincero obrigado. A maioria dos parágrafos, para facilitar a discussão, estarão numerados, com o seguinte símbolo §. Devo alertar que não sei para onde vou. Investigo o assunto em mãos sem imaginar a que casa me leva. Não é difícil adivinhar pois, que hei-de, no caminho, reformular repetidas vezes as minhas opiniões - mas também para isso é tão importante o vosso comentário. Senhoras e senhores, o tema:
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sábado, 18 de outubro de 2008
Primeiro Ensaio: Intro
Os próximos posts - identificados facilmente por uma minerva manga - serão devotados a uma experiência académico-filosófica. Tendo de escrever um essay para efeitos da avaliação à cadeira de Introduction to Philosophy A (a bem dizer são até dois: mas uma coisa de cada vez), resolvi ir partilhando aqui as minhas filosofias sobre o assunto que escolhi para a minha escravatura (palavra derivada do verbo escrever). Os posts terão um conteúdo filosófico maioritariamente pesado (depois do heavy metal, a heavy philosophy), mas tentarei sempre explicar as coisas de tal forma que o leitor curioso, se a isso se predispuser, possa seguir o meu raciocínio. Procuro assim fazer uma coisa nova: co-filosofar. A ideia, de facto, é que as pessoas que vão passando e lendo vão activamente comentando (e, sobretudo, criticando) o que vai ser dito, para que, com esse feedback, possa melhorar o meu ensaio, mas sobretudo os meus argumentos. Aos que tiverem essa paciência e se dêem a esse trabalho, desde já o meu profundo e sincero obrigado. A maioria dos parágrafos, para facilitar a discussão, estarão numerados, com o seguinte símbolo §. Devo alertar que não sei para onde vou. Investigo o assunto em mãos sem imaginar a que casa me leva. Não é difícil adivinhar pois, que hei-de, no caminho, reformular repetidas vezes as minhas opiniões - mas também para isso é tão importante o vosso comentário. Senhoras e senhores, o tema:sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Introdução & Explicação
É importante não desprezar a culinária ou o james olivier. A cozinha tem um velho namoro com a filosofia e a estória da cadeira é pródiga em exemplos disso. Sócrates, na sua sherlockholmice da verdade, usava não raro o exemplo da arte do ratinho remy para desmontar argumentar alheios e construir os próprios, brincando assim feliz aos legos com a verdade. Platão escreveu sobre um banquete em que nunca esteve e eu estou agora a ler-estudar em grego (e garanto que há comida e bebida, mas não sei se chega para todos). Pitágoras que tinha netos a caminho de siracusa morreu em frente a um campo de favas que se recusou a atravessar (tinha votado não no referendo e as favas descascadas lembram embriões humanos). A máxima délfica de Sólon do μηδὲν ἄγαν deriva directamente das indigestões e Descartes, com fome, comparava os nossos conhecimentos a maçãs (e dizia que era preciso esvaziar o cesto-cabeça delas todas todas todinhas, porque uma só, podre, carunchava sozinha o resto). Newton, por causa de uma maçã, ganhou um galo na cabeça (um cocorocó, de facto, alimenta mais). E Hegel confessava que, a seguir a Napoleão, a melhor coisa do mundo eram os croissants franceses (obviamente, não conhecia os cookies ingleses). O filosófo é constantemente chamado à realidade pelo houston do seu estômago e interrompe assim apressado o ramadão de pensar. Sabedoria, de resto, vem do verbo sapio, em latim (as palavras latinas são membras honorárias da associação de famílias numerosas), que significava saborear. O elo mais importante no diálogo dos dois saberes, porém, é o senso-comum de que a Filosofia não dá de comer a ninguém.(segredo: a Filosofia é alimento* - do pensamento)
*alimento pesado, como uma feijoada ou um cozido.
(onde estão os croissants de pensar?)
~imagem: o pensador de rodin leva a mão à boca para comer~
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